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Corte vem da vontade de escrever canções.
Vem da vontade de enterrar velhos fantasmas.
De pôr direito o que a vida escreveu torto.
De pôr em histórias o que nos habita a alma.
Vem da vontade de perder e ter calma.
De encontrar no português a arma.
No português dos nossos pais.
Mas Corte não é vontade, é necessidade.
Vem da vontade de enterrar velhos fantasmas.
De pôr direito o que a vida escreveu torto.
De pôr em histórias o que nos habita a alma.
Vem da vontade de perder e ter calma.
De encontrar no português a arma.
No português dos nossos pais.
Mas Corte não é vontade, é necessidade.