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A vida na fronteira mostra que limites não são tão difíceis de serem transpostos. A afirmação vale para questões geográficas, mas aplica-se também à criatividade, à concepção artística de uma obra com características cosmopolitas. Contudo, existir dentro das linhas impostas pela sociedade - delimitadas por quem detém o poder e faz as regras do jogo - não é tão simples. Estar condicionado as normas feitas para privilegiar uma minoria em detrimento da grande parcela populacional é capaz de aprisionar ações e pensamentos. Não é o caso do rapper Mano Ordai, de Uruguaiana, cidade do Rio Grande do Sul que faz limite com Paso de Los Libres (Argentina) e é muito próximo de Bella Unión (Uruguai). Com seu EP de estreia “Sobrevivendo”, o artista apresenta um testemunho de quem andou no limiar entre céu e inferno. São cinco composições que revelam um músico livre para juntar bases de rap com rock, samba e R&B versando sobre as agruras do passado que afetam nosso presente e nos deixam temerários para o futuro. Adepto da cultura das ruas há quase 40 anos, Ordai hoje se dedica ao som do hip-hop. Porém, tem seu trabalho atravessado por vivências que teve no skate, no hardcore/punk, na lida da cultura underground e na experiência de homem negro criado em uma cidade interiorana do estado mais ao sul do país (onde casos de preconceito racial já foram manchete em todo o país). Luciano, nome de registro, conheceu o “carrinho” e o punk praticamente ao mesmo tempo, em meados dos anos 1980.
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