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Tem o Porto no sangue, é sublime e desconcertante, nunca se engravatou ou se enfeitou, produzindo música em forma de mensagem, mergulhando no quotidiano, agarrando um baú infinito sobejamente tocado pela memória de lugares, objetos e paixões. Comunhões também…com a infância, adolescência, sorrindo para as companhias, os manos, os malandros, os amigos, iludindo o conforto e a fama. Foi de lá que sacou o seu microfone e viu a esperança de espalhar o clamor das rimas, envoltas na rudeza ou delicadeza das histórias, vociferando e soprando da alma as mais breves circunstâncias ou vivências. Sem aparato ou nobreza…são descargas humildes de rap, um abrigo sagrado com cálices divinos bebidos dos mestres, compondo e sentindo despojado de filtros mas com aura de rei. Reclama a coroa, Pedra sobre pedra construindo a sua música, erguendo o seu ideal, armando um recital sonoro de 12 temas e tal. É o Pib Xis, eterno trinco do Padroense, diamante ou demónio dos Monte Burgos, mito de viagens pelo asfalto, ao assalto do estrelato, do Padrão ao Bolhão, do Bronx a Bagdad. Sem fitas de bad boy, colecionando palavras, linhas e desejos de escrita desde 2001, o dom da rima e o vínculo da história. Aperfeiçoou, cresceu, emancipou. O brinquedo sonhado nasceu mas só se goza a sua infindável natureza e cultura de bairro, abrindo ouvido, absorvendo e respirando a catarse dessas histórias.
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