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A lírica começou por surgir em inglês, pelo meio das composições indie-pop dos Lucky Who, e o descontentamento com um curso de engenharia civil levou-o a arrumar definitivamente réguas e esquadros e rumar para terras de sua majestade. Por lá, maturou a estética e deixou que a pátria lhe roubasse os versos. Regressado, apresenta o primeiro projeto a solo: Tiro no Escuro.
A roupagem pop, num jogo hábil entre o acústico e o eletrónico, denuncia as ansiedades e as dores de crescimento dos vintes, frutos de um quotidiano que dita a aceleração dos ponteiros do relógio sem dar muito em troca. Dessa circular banalidade, nasce a necessidade de lançar mão aos instrumentos de combate habituais para medir o pulso à vida: os recantos do amor, as memórias turvas, os copos vazios, os cigarros murchos. Apontar à procura da próxima jogada certa e disparar, procurando não perder o jogo num tabuleiro cada vez mais imprevisível. Tiros no escuro.
Amordaçar é a primeira prova disso.
A roupagem pop, num jogo hábil entre o acústico e o eletrónico, denuncia as ansiedades e as dores de crescimento dos vintes, frutos de um quotidiano que dita a aceleração dos ponteiros do relógio sem dar muito em troca. Dessa circular banalidade, nasce a necessidade de lançar mão aos instrumentos de combate habituais para medir o pulso à vida: os recantos do amor, as memórias turvas, os copos vazios, os cigarros murchos. Apontar à procura da próxima jogada certa e disparar, procurando não perder o jogo num tabuleiro cada vez mais imprevisível. Tiros no escuro.
Amordaçar é a primeira prova disso.