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Aos 19 anos o Arthur do CALET falou que eu cantava mal e era muito narcisista. As duas coisas não tinham relação, mas ele tava desabafando sobre o quanto não gostava de mim.
Me machucou, sim, porque eu adorava o Arthur, mas pelo menos me motivou a começar aulas de canto e terapia. Não foi também o único motivador, nem o maior. Mas achei bacana começar o texto assim. Então obrigado, Arthur, por ter sido um babaca em 2014.
Pessoal, falando sério: eu não me sinto confortável em me vender nessa bio como alguém incrível pra tentar convencer vocês a ouvirem as coisas. Eu sou só um professor de português que faz terapia. Crio minha filha em Brasília e gosto de coisas bonitas. Eu sou daltônico, mas não muito, então não é super interessante assim. No máximo eu me confundo jogando Uno. E já zerei Dark Souls umas 57 vezes, uma delas sem morrer. Esse sou eu.
A vida é irada, eu acho. E eu tento transformar as partes mais pequenininhas e discretas em músicas. Tipo quando eu era criança e quis olhar a formiga com uma lupa, mas acabei queimando ela com os raios do sol. Isso é dita. É uma formiga, mas ampliada, distorcida, queimada de sol e provavelmente morta. Mas a formiga meio que nunca morre porque a formiga são as folhas que ela leva pra rainha, e as folhas vão continuar sempre chegando na rainha.
Me machucou, sim, porque eu adorava o Arthur, mas pelo menos me motivou a começar aulas de canto e terapia. Não foi também o único motivador, nem o maior. Mas achei bacana começar o texto assim. Então obrigado, Arthur, por ter sido um babaca em 2014.
Pessoal, falando sério: eu não me sinto confortável em me vender nessa bio como alguém incrível pra tentar convencer vocês a ouvirem as coisas. Eu sou só um professor de português que faz terapia. Crio minha filha em Brasília e gosto de coisas bonitas. Eu sou daltônico, mas não muito, então não é super interessante assim. No máximo eu me confundo jogando Uno. E já zerei Dark Souls umas 57 vezes, uma delas sem morrer. Esse sou eu.
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