A Lupe de Lupe é um milagre. Com 15 anos de carreira, 8 discos lançados (além dos inúmeros projetos paralelos), esses corajosos mineiros são considerados reis do underground. Sem redes sociais, sem apresentações em grandes festivais, sem agência, sem produtores e ainda assim com turnês nacionais independentes com centenas de milhares de reais de lucro, hoje em dia a banda se vê numa posição única no contexto da música brasileira. Formada por <a href="spotify:artist:0LgGTp6dIjvLJ8Lx750VY8" data-name="Vitor Brauer">Vitor Brauer</a>, <a href="spotify:artist:3U7gxAzwOYqN2xh64cijny" data-name="Jonathan Tadeu">Jonathan Tadeu</a>, <a href="spotify:artist:10gcx0ieH5QKHttxqRujeD" data-name="Renan Benini">Renan Benini</a> e Gustavo Scholz, todos vindos do interior de Minas Gerais, a banda de punk progressivo ou loud-rock ou noise-pop ou mpb-bagunça é uma mistura de estilos e influências e divide opiniões por onde passa. Na base do "faça você mesmo" e do "ninguém vai ouvir mesmo", a Lupe de Lupe criou uma pequena legião de fãs muito fiéis. Não se sabe exatamente o motivo. Se foi por sua política de valorizar primeiro o território brasileiro e as pequenas casas de shows, ao invés de festivais e turnês no exterior. Ou se foi por suas composições honestas, ariscas, gigantescas e hostis. Ou até talvez por aquelas mais singelas e íntimas, de beleza singular. Não se sabe exatamente o porquê a Lupe de Lupe “deu certo". Fato é que a banda prova, lançamento após lançamento, que desbravar o território nacional fazendo música estranha e ganhando dinheiro não só é possível e importante como, se até uma banda que com tantos defeitos conseguiu, qualquer um consegue. Basta ter coragem. E isso, eles continuam tendo de sobra.